30 de set. de 2011

Poeta niversitaro, 
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.

(...)


Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô. 
(...)

Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.

[Patativa do Assaré - Aos Poetas Clássicos]

Um comentário:

  1. A Adélia Prado diz que a vingança da poesia é esta: "ela ser maior do que nós mesmos", emendo e digo que a poesia é maior do que a norma culta, a linguagem correta, ainda que não estética...adoro a simplicidade de Patativa do Assaré!

    =)

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